Ora aqui está uma das grandes questões do universo feminino!
Quem não conhece amigas, primas, irmãs, tias, conhecidas das amigas, senhoras do café da esquina, chefes, subordinadas, empregadas de limpeza, alguém (!) do sexo feminino que não tenha tido este problema?
Ele é lindo, uma simpatia, tem cá um sorriso... e aquele corpo? Que estilo a vestir-se! Hmmm, e o perfume! Não acredito, ele também gosta de poesia...ahhh, que sensível! Olha só como ele pega na sobrinha ao colo! É carinhoso! Hmmm, belo carro, sim senhor! E ainda por cima tem sentido de humor... Merda! Estou completamente apaixonada e ele não me liga nenhuma!
Seguem-se horas, dias, quem sabe meses de sofrimento, sonhos, expectativas, conversas com as amigas, análises de telefonemas e mensagens, os sinais, as coincidências...enfim, coisas que só as mulheres sabem! Até que um belo dia, o Mister Perfect apaixona-se por ela!
Fogo de artifício, pombinhas a voar, corações vermelhos, ursinhos, gatinhos, arco-iris, pôr do sol, as rosas cheiram tão bem, a vida é bela e amarela, ahhhh o sexo!!! Hmmmm...o sexo!!!
E pronto, uma semana depois o perfume dele começa a enjoar. Duas semanas depois ele é um bocado chato. Ao fim de um mês os beijos são lamechas. E quando ela percebe que o carro, muito giro por fora, é desconfortável por dentro, decide que não aguenta mais!
E lá vai o Príncipe Encantado, com um chuto no rabo, lamber as feridas para outro sítio qualquer! Longe da vista, de preferência!
Algum tempo depois - e não precisa de ser muito - ela encontra-o num qualquer café!
Como é que é possível?? Ele está lindo!! Oh, terá mudado de perfume?? Tá tão giro, com aquele penteado novo! Espera aí....quem é aquela pindérica ao lado dele??? Estão "todos sorrisinhos"! Não pode ser...não acredito! Voltei a apaixonar-me por ele, mil vezes mais do que me tinha apaixonado da primeira vez! Não consigo viver sem ele! Agora tenho a certeza, ele é o homem da minha vida!
Bem, a história nem sempre se repete - nem todos os homens são totós! E nem todas as mulheres são assim! Mas que há uma tendência para se querer o que não se tem, lá isso há!