sexta-feira, julho 21, 2006

Bebés, vou de férias!

Finalmente!!!
Esta última semana tem me parecido a dobrar, com tanto trabalho e tão poucas horas de sono. Pois que vou de férias duas semaninhas, por isso é pouco provável que apareça por estas bandas antes de dia 9 de Agosto.
Planos? A primeira semana será passada na praia com os outros 3 membros da minha família nuclear, coisa que não acontece há muuuuiiiittoooo tempo.
Sei o que me espera: muita praia, leituras, peixinho, melancia, cafezinhos, cigarrinhos e conversas de mulheres com a minha mãe - medo!! -, passeatas de mota e gelados com o meu pai, e parvoice pegada com o meu irmão.
Depois rumo ao sul com a malta do costume, acabando em beleza no Festival Sudoeste, moribunda de pó, pés pretos, cabelo salgado, álcool e outras coisas. Lá vou eu estragar a anterior semana calma e regrada, e voltar para o escritório mais cansada do que nunca!
Resumindo, vou tirar a barriga de misérias! :)
Até ao meu regresso!

terça-feira, julho 18, 2006

De Passagem

A Di é minha amiga há 14 anos. Faz parte daquele conjunto muito pequenino de pessoas que ficam para sempre. Há alturas em que não descolamos uma da outra, outras em que não nos vemos durante imenso tempo, mas voltar à sua companhia é como regressar a casa. Apesar das nossas diferenças, que são muitas, temos coisas só nossas. Coisas que só a cumplicidade e a partilha explica. A Di tem um feitio tramado, é orgulhosa, altamente crítica e raramente aceita a diferença, e eu devo ser das poucas pessoas que ela não julga. Aceita as minhas parvoices, os meus fuminhos, as minhas confusões, os meus amuos, as minhas ausências e nunca por nunca ser se impressionou com os meus podres, por mais podres que sejam. Aceita em mim tudo o que despreza nos outros.
Talvez por partilharmos a mesma essência, por nos termos conhecido e crescido como iguais, as diferenças enormes que agora existem entre nós são secundárias. É talvez a minha amiga mais louca. Talvez não, é de certeza! Mas também é de certeza das minhas amigas mais certas. Vira o Mundo ao contrário por mim.
Certa noite de loucura, estava ela na discoteca às beijocas com um tipo com quem tinha uma relação relativamente recente, cheia de pesos na consciência porque na altura tinha namorado, quando começa a tocar uma música dos Smashing Pumpkins - banda que tanto eu como ela adorávamos, ouvíamos e cantávamos até à exaustão no liceu.
Ela sorriu, e pensou alto "A Mia de certeza que não me ía condenar por eu estar aqui a fazer isto". O rapaz ouviu-a e perguntou "Quem é a Mia?". "É uma grande amiga minha. Nós eramos loucas por Smashing e sempre que oiço esta música lembro-me dela."
Beijoca para aqui, beijoca para ali, e às tantas o rapaz pergunta-lhe "Daqui para a frente quando ouvires esta música vais lembrar-te da tua amiga ou de mim?".
A Di sorri com o desprezo que só ela sabe dar: "Meu querido, tu só estás de passagem."

segunda-feira, julho 17, 2006

Uma questão de leituras

Tive finalmente tomates para ir buscar o pneu furado que tinha ficado para arranjar no meu antigo mecânico há mais de 6 meses. Fui levá-lo ao Sr. Midas, para o Ludovico ficar prontinho para a inspecção que deveria ter sido em Abril.
Penso que ainda não vos tinha dito, mas o Sr. Midas é o actor Jean Reno. Quer dizer, claro que não é mesmo o Jean Reno, mas é igual! Tão igual que quase me ía saindo um merci, au revoir! quando me despedi dele.
O Sr. Jean Midas Reno é um querido, todo cheio de atenções para mim e desta vez, nem sequer me fez The Face! Se a menina Mia suja a mão com óleo, o Sr. Jean Midas Reno vai a correr buscar toalhetes, explica-me tudinho tudinho sobre o sistema eléctrico do Ludovico e lamenta o aldrabão do meu ex-mecânico não me ter explicado que não sendo os pneus da viatura todos iguais, pelo menos têm que fazer par no mesmo eixo.
Às tantas perguntei ao prestável Sr. Jean Midas Reno se podia ir lavar as mãos que continuavam embebidas em óleo. Encarregou-se logo de me guiar por entre as viaturas até à casa de banho onde, no escuro, me deparei com um outro Sr. Midas sentado na sanita, de calças nos pés, a folhear animadamente o jornal.
Sr. Midas na Sanita - Ó menina, desculpe!!
Mia faz The Face!
Sr. Midas na Sanita - Hehehe...pois! Devia ter fechado a porta! Desculpe!
Mia continua com The Face, mas sem conseguir desviar o olhar.
Assim que o Sr. Jean Midas Reno percebe o que se passou, fica muito atrapalhado, ao que eu só lhe consegui responder a rir às gargalhadas que não tinha importância, que na verdade não me impressionava ver um homem a cagar, o que lamentava na verdade é ele estar a ler o 24 Horas.
E quando eu achava que o dia não podia ficar pior...

...pifou o ar condicionado do escritório!! Não sei se hei-de rir ou chorar!!

domingo, julho 16, 2006

Está um calor de ananases

Longe vai o tempo em que eu achava que a vida de praia aos fins-de-semana na Costa da Caparica não era para mim.
Na faculdade, a praia era sempre e quando eu queria. Antes das aulas, depois das aulas, durante as aulas. Mas nunca ao fim-de-semana! Isso era para os otários que por umas horas de sol tinham que aturar filas intermináveis num calor insuportável, para chegar à praia e não ter um espacinho decente para se esticar ao comprido nem sacudir a tolha sem cegar outros otários.
Pois é meus caros, desde que comecei a trabalhar, lá se foi o meu estatuto de espertalhoca. Agora, chego a sábado e deparo-me com duas hipóteses: ou enfio o rabo na banheira de 5 em 5 minutos e me esbardalho em creme auto-bronzeador Dove como se não houvesse amanhã; ou então encho-me de coragem e de cara lavada e peito erguido enfrento o trânsito e a gentalha, rumo à Caparica.
Hoje ainda resisti e resolvi ficar por Lisboa. Como não estava a guentar o calor, fui até ao Feria Nova comprar uma ventoínha e passear pela parte dos frios e congelados do hipermercado até decorar as prateleiras dos iogurtes.
Escusado será dizer que o serão foi passado frente à ventoínha com as minhas gatas, que por esta altura são autênticas bolas de pelo quente que se arrastam pelo chão, entre a cozinha e a casa de banho na busca incessante pelo azulejo mais fresquinho. Como eu as compreendo... Eu faria o mesmo, se não soubesse que o chão aqui da casa anda pelas ruas da amargura. Eu sei do que falo...sou eu que o limpo - ou não!
Enfim, amanhã lá terei que ceder. Vou pegar nos meus tarecos, meter-me num Ludovico sem ar condiconado e tentar fazer os exercícos de respiração do Pilates durante a eternidade que vou demorar para lá chegar. Eventualmente soltarei um palavrão aqui e ali, mas que se lixe, está um calor de ananases!

quinta-feira, julho 13, 2006

Desabafo de uma quinta-feira laboral
O primeiro emprego nunca se esquece, dizem. É como o primeiro amor. Ou desgosto.
Bem, no meu caso, nunca esqueceria este emprego nem que fosse o meu 24º. É uma verdadeira escola da vida. Uma escola do que não se deve fazer em lado nenhum. O que me vale, é que quando penso que já sei e vi tudo, aparece sempre algo de novo que me suprende pela sua incoerência, falta de respeito ou quantidade de gente mal fodida que coabita entre estas paredes.

quarta-feira, julho 12, 2006

Sonho de Uma Noite de Verão




Este é um amor antigo! Daqueles que, desconfio, são eternos!
Ainda era eu uma menina e já ele brilhava de lantejoulas, calças de couro justas, olhos carregados de preto, com a sua "voz chinfrim". Nessa altura ouvia a música - um vinil dos meus pais, uma ou outra música nas novelas - mas não sabia quem ele era.
Aos meus 14 anos voltámo-nos a encontrar na Livraria Portuguesa em Macau, onde, entre a pouca escolha de cd´s em português da altura, me veio parar às mãos um do Ney Matogrosso. Exerceu sobre mim o mesmo género de fascínio que sinto pelo António Variações. Meio bicho meio homem, voz muito especial, teatralidade, letras que só fazem sentido na boca dele.
Ontem, pela primeira vez fui vê-lo ao vivo. Este "Homem com H" não é um ser igual aos outros. Com quase 65 anos é uma serpente, é um elefante, uma ave de rapina, um felino. Prende o público num misto de sedução, lascividade, encanto e verdade, como poucos o sabem fazer. Ele é o espectáculo personificado.
Os músicos que o acompanharam estiveram à altura, sem dúvida. Bem como os técnicos de luzes, que estavam fabulosas.
Saí do Coliseu de Lisboa com uma sensação de preenchimento indescritível. Como quando sonhamos com um grande amor, que depois acontece mesmo numa noite de Verão. Sim, porque estas coisas só acontecem em noites de Verão. Como a de ontem.

segunda-feira, julho 10, 2006

E Viveram Felizes Para Sempre
Aqui há dias falava com uma amiga sobre uma outra amiga dela que tinha casado há coisa de 3 meses, com o seu namorado de sempre, que, entre os habituais encontros e desencontros da vida, acabaram mesmo por casar um com o outro.
Como é uma história que acompanho de longe há pelo menos 7 anos, gostei de saber que o casamento foi bonito, a lua-de-mel super romântica e que ela estava muito feliz com a nova vida de casada e com as surpresas - umas mais agradáveis que outras - do dia-a-dia, uma vez que, além de umas férias juntos aqui e ali, nunca tinham vivido juntos.
No entanto, ao descortinar algumas peripécias da vida de casada que a minha amiga animadamente me foi relatando, ouvi o seguinte:
- "... eles nunca se encontram na casa de banho, ele não quer vê-la a fazer xixi, nem sequer admite ter conhecimento que ela faz a depilação. Para ele, ela tem que aparecer sempre perfeita e "no ponto", ela que faça o que quiser e como quiser, desde que não seja à frente dele. Simplesmente não entra na casa de banho quando ela lá está e vice versa..."
E aqui, exactamente neste ponto, caiu-me o sorriso típico de quem ouve um conto de fadas de pessoas reais. Porque é exactamente disso que se trata, de pessoas reais. Não estamos a falar da Cinderela nem da Branca de Neve, cujas estórias não mencionam o facto da Cinderela ter tirado o buço antes do Baile e ter feito a exfoliação aos pés quando soube que o Príncipe andava pela cidade a experimentar sapatos de cristal em tudo o que era donzelas, ou que tampões usava a Branca de Neve para conseguir dormir tempos infinitos sem lhe vir o período.
Estamos a falar, repito, de duas pessoas reais, cujo compromisso foi o de viverem juntos até que a morte - ou o divórcio - os separe.
Claro que não estou à espera que a partilha de um casal seja total e absoluta. Percebo e sou apologista da intimidade de cada um, e embora conheça casos em que faça o que se fizer na casa de banho, o outro pode sempre entrar, pessoalmente não consigo fazer um "número 2" com presenças alheias, com a excepção das minhas gatas. Sei também que na intimidade, principalmente da casa de banho, cada um tem as suas manias e os seus limites no que toca à partilha, limites esses que devem ser respeitados.
O que me chocou foi a palavra "perfeita". Se ele se recusa a creditar que a mulher tem pelos nas pernas, o que será quando forem velhinhos e ela precisar de ajuda para tomar banho ou para mudar a fralda?
A vida a dois não é só feita de sorrisos, fotografias, jantares românticos, discussões de portas a bater, aneis no dedo, flores e amuos. É também de mau hálito matinal, pelos nas pernas, um arroto aqui e ali, limpeza de dentes com fio dental, cabelos despenteados e olheiras.

quarta-feira, julho 05, 2006

Só algumas notas:

1 - Fiquei um bocadinho a modos que para o emocionada com as vossas mensagens de aniversário! Supreendi-me não só pela quantidade de pessoas da blogosfera que me deram os parabéns, mas principalmente com o conteúdo das mensagens. Obrigada a todos os que se lembraram - a tempo ou fora dele - pelas vossas palavras lindas que me encheram o coração. Quanto aos outros que não se lembraram, vão mas é cagar! :p

2 - O pulpfashion.blogspot faz hoje um ano de vida. Uns meses mais agitados, outros nem por isso, muita conversa da treta, muita parvoice, alguns desabafos, esquizofrenias, declarações de amor, confissões, alter-egos, fofocas e muitos exageros. Muitos parabéns ao meu blog que também é carenguejo, como eu!

3 - Portugal joga mais logo e, ou muito me engano, ou temos festarola pela noite fora! Lá vou eu de Ludovico pelo Marquês fora a apitar como se não houvesse amanhã! Força Portugal!