sexta-feira, junho 26, 2009

Aqui vamos nós!

Fim-de-semana entre o meu aniversário* e o do meu irmão.
Resolvemos inverter o jogo e fazer surpresa ao Papá.
Convidámo-lo a dar um saltinho a "Lisboa". Sem ele saber, reservámos um apartamento perto da praia e contamos com dois dias de sol, petiscos, cartada e cerveja!
Mia: A que horas chegas na Sexta-feira?
Pai: Aí por volta das 23h.
Mia: Hmmm... não consegues estar cá mais cedo?
Pai: A que horas é que me queres?
Mia: Por volta das 19h30.
Pai: Tão cedo?
Mia: Sim! É uma surpresa!!
Pai: Ah, então está bem. Conta comigo por volta dessa hora.
Mia: Só mais uma coisa. Traz calções de banho.
Pai: Mia não inventes!!! Nem penses que vou para a praia à noite!!
Mal sabe ele!!
*29 de Junho!

quarta-feira, junho 17, 2009

Chef Mia


Estava eu a secar-me depois do banho, quando entra o T. na casa-de-banho, com o tupperware grande da sopa e cara de enojadinho.
Fiquei a olhar boquiaberta, enquanto ele tentava equilibrar a sopa numa mão e levantar o tampo da sanita com a outra.
Em pânico perguntei-lhe "Mas que raio estás tu a fazer?".
Ele responde-me indignado: "A deitar a sopa velha fora!".
"Mas eu fiz essa sopa ontem à noite!", disse-lhe eu.
"Ah... - cheira o tupperware desconfiado - a sério?", pergunta ele enquanto dá meia volta para por a sopa outra vez no frigorífico.
... O que é que isto diz dos meus cozinhados?

segunda-feira, junho 15, 2009

O Livro do Zé


http://www.temas-originais.pt/index.htm



O Zé escreveu um livro. Mas isso foi há imenso tempo. Ainda andávamos na faculdade e todos comentavam o "Livro do Zé".



Muito tempo depois, olha! ainda este Sábado, o Miguel lançou o primeiro livro dele. E aqui é que tudo fica confuso, porque o livro é do Zé! O Miguel só vestiu uma camisa branca e uns sapatos e sentou-se ao lado do Serpa e do Homem-da-Editora e falou como um escritor.



Por acaso até calhou bem, porque se fosse o Zé a apresentar o Livro, o mais provável era engasgar-se ou na pior das hipóteses ter-se-ia escondido debaixo da mesa cheio de vergonha.



O "Livro do Zé" que o Miguel lançou tem um nome que é "Amor dos Babuínos". A piada é que toda a gente vai achar que o livro se chama assim, quando na verdade é nada mais, nada menos, que o "Livro do Zé".



Bom, moral da estória: o "Livro do Zé", já não não é bem do Zé. Nem do Miguel. O "Amor dos Babuínos" agora é meu, é do André, dos Pais da Catarina, dos primos do Zé (ou serão do Miguel?) que têm crianças, é do Vítor, da Susana, da Sara, do Serpa, da Ada, e de montes de gente que frequenta livrarias!



O "Livro do Zé" vale tanto a pena ler.



sexta-feira, junho 12, 2009

Alcântara My Love
Como rapariga de bairro que sou, deliro com o mês de Junho. Sou fã dos Santos!
O António é o meu favorito, segue-se o Pedro, que festeja o aniversário comigo (dia 29 de Junho, minha gente), o João porque festeja o aniversário com o meu irmão, e finalmente o Amaro, que poucos conhecem, mas que tem direito a festaloras lá em Alcântara.
Sei as modinhas e os fados de cor, ignoro a azia e desbundo nas farturas, como sardinhas com as mãos, bebo sangria como se não houvesse amanhã e se puxarem por mim, sou menina para rodar a saia, bater a soca na calçada e apregoar palavrões de enfiada até corar homens das obras !
Que querem? Não sei se é do cheiro a manjerico ou da fumaça dos assadores, mas desce-me o bairrismo ao sangue e quando dou por mim sou um ser de rolos na cabeça, avental e joanete, com a mania de que "eu é que sei"!

domingo, junho 07, 2009

Votemos!

Quer queira, quer não, há uma data de coisas que herdei dos meus pais.
Não estou a falar da miopia e da neura da fome - gentilmente cedidos pelo papá -, nem da mania que tenho sempre razão e do gosto por roupas estranhas - cortesia da mamã.
Falo-vos de valores.
Os meus pais sempre foram pessoas politicamente activas, militantes esclarecidos, com opiniões fundamentadas e extremamente interventivos.
Lembro-me de adormecer nos sofás do Largo do Rato enquanto ouvia ao longe as dicussões acessas das reuniões. Adorava andar nas caravanas, com o meu pai a buzinar pelas ruas de Lisboa enquanto eu tentava prender as bandeiras ao vidro do carro. Fiz muitos bigodes e óculos escuros na cara dos candidatos dos folhetos de campanha que andavam sempre soltos no porta bagagens.
Os meus pais, embora partilhassem a mesma cor política, nem sempre estavam de acordo, o que dava pano para mangas nas discussões lá em casa. Chegaram mesmo a escrever artigos nos jornais em que mandavam "bocas" um ao outro. Mas no final do dia, acabavam sempre por se deitar na mesma cama.
Não era nascida em 1974, mas todos os anos recebo uma sms do meu pai a festejar o 25 de Abril. Porque para eles "25 de Abril Sempre" não é só um chavão uma vez ao ano.
Por ironia do destino, ou então devido à lei da compensação, tanto eu como o meu irmão não somos militantes de qualquer partido, por isso as discussões acesas lá de casa só têm a nossa participação com frases do género "falem mais baixo" ou "dá para ter uma conversa normal à mesa como as outras famílias?".
No entanto nunca me passou pela cabeça não ir votar em dia de eleições. Mesmo hoje, neste cenário político podre em que vivemos, era incapaz de não exercer o meu direito e dever enquanto cidadã.
Não acredito em nenhuma das propostas apresentadas. Fui, porque quero mostrar a quem nos quer governar que estou interessada no futuro do meu país.
Assim, o meu voto, que é secreto, foi em branco. Só porque não se pode votar em preto.