segunda-feira, abril 30, 2007

N.º 2

Mia - Dra., aquelas luzes novas das casas de banho dão para regular o tempo dos sensores?
Dra. - Qual das casas de banho?
Mia - Aquela maior, perto da entrada.
Dra. - Porquê?
Mia - Bem...hmm... É que o tempo não é suficiente.
Dra. - Não é suficiente?
Mia - Hmm... não...
Dra. - Não acha que 3m é tempo suficiente?
Mia - Depende, Dra.. Se for para fazer um N.º 1, dá. Mas para o N.º 2.... quer dizer, eu falo por mim!..
Dra. - Tudo o que tem que fazer é agitar os braços e a luz volta a acender, Mia.
Mia - Sim, eu sei. Mas a sanita está numa ponta da sala e o sensor está por cima da porta, ou seja, na outra ponta! Na semana passada apagou-se a luz a meio e tive que interromper a ... a coisa, e ir até à porta com as calças numa mão e acenar ao sensor freneticamente com a outra. É desagradável...
Dra. - Pois, mas acontece que aquela casa de banho nem sequer é a mais apropriada para você utilizar.
Mia - Porquê?
Dra. - Porque não é propriamente uma casa de banho para o staff.
Mia - Não? Então é para quem?
Dra. - É para a Direcção.
...
Mia - E eles também não cagam, quer ver!!!!

sexta-feira, abril 27, 2007

E pronto, é sexta-feira no escritório...

Oiço no corredor:

"Ó Peixoto, a Manuela não acredita que a gente se peida à grande aqui no departamento!"

quinta-feira, abril 26, 2007

Querido Diogo,

Há muito, muito tempo, que te sonhávamos. Antes mesmo da tua mãe conhecer o teu pai. Naquele tempo a ideia de ti era ainda vaga, era um futuro distante e difuso, onde eu e a tua mãe continuaríamos amigas inseparáveis e teríamos filhos na mesma altura para crescerem juntos e partilharem o que nós partilhámos as duas.
A vida deu tantas voltas, coisas incríveis aconteceram nestes anos que passaram a correr, muita coisa mudou.
O Verão em Lagos trouxe o futuro distante para mais perto e a partir daí a ideia de ti começou a ganhar consistência. A tua possível existência começou a ser falada, primeiro em tom de brincadeira, depois mais a sério e quando demos por nós vinhas mesmo a caminho, como todas as coisas boas, de surpresa!
Falei contigo assim que soube que estavas na barriga da tua mãe. Apresentei-me "Olá Diogo, sou a Tia Mia e prometo esmagar-te as bochechas, encher-te de chocolates e contar-te tudo o que os teus pais não querem que tu saibas, vai ser a loucura, vais ver!".
Foram nove meses em que estivémos todos grávidos! A tua mãe, o teu pai, os teus tios, os teus avós, bisavós, os amigos dos teus pais - felizmente só a tua mãe tinha a barriga!
No dia 7 de Abril, mês em que nasceu o teu pai e os teus tios, vimos a tua cara pela primeira vez. Não consigo sequer descrever o espaço gigante que abriste nos nossos corações, nunca pensei que fosse possível caber tanto lá dentro!
Ainda não passou um mês e já sorris, abres muito os olhos que se adivinham azuis como os da tua mãe, reages aos sons. Estás a crescer e contigo crescemos nós, que não nos cansamos de te olhar.
Sê benvindo ao Mundo, meu querido, ele tem coisas lindas. Tem o pôr-do-sol, tem música, tem chocolate, flores, tem beijinhos, tem cães e gatos, lágrimas salgadas, tem cinema, gargalhadas, gomas, cócegas nos pés e núvens. Também tem coisas menos bonitas, mas quanto a isso, vais aprendendo por ti mesmo.
Temos tantos sonhos e expectativas em relação a ti, que acaba por ser uma responsabilidade muito grande para os ombros de um bébé pequenino, não é?
Não te preocupes, da parte que me toca, só te vou exigir que sejas feliz!

Beijo da Tia Mia, que agora até é Madrinha! :)

terça-feira, abril 24, 2007

Era o ías!
Pois que vou ter que continuar com uma bunda de tonalidades branco-esverdiadas por mais algum tempo, uma vez que de um dia de sol a escaldar acordámos para um dia cinzento chuvoso, sem passar pela casa de partida. Enfim, fica a ganhar o Indie Lisboa, que vai contar com a graça da minha presença!
A perder fica a "Marcha 25 de Abril", porque faça sol ou faça chuva, já ninguém me apanha nesses filmes. Longe vai o tempo em que me entusiasmava com marchas de liberdade! Porque longe vai também o tempo em que essas marchas eram marchas à séria, com gente animada de mãos no ar, vermelha de esforço a gritar palavras de ordem embebidas em perdigotos.
Agora parece uma marcha envergonhadinha! Começa-se a berrar no Marquês e depois ganha-se vergonha à medida que se desce a Avenida da Liberdade. É vê-los a chegar ao Rossio, com as bandeirinhas tristes e murchas, mãozinhas nos bolsos, a assobiar a Carvalhesa para o lado como se não fosse nada com eles.
Pior, só mesmo o cortejo de Carnaval de Samora Correia. E mesmo assim tem mamas ao léu!

segunda-feira, abril 23, 2007

Onde vou estar no 25 de Abril de 2007?
Podia alinhar num feriado anti-fascista e ir de cravo ao peito à "Marcha 25 de Abril" com concentração às 14 h junto à praça de taxis do Marquês.
Ou aproveitar o feriado para fazer uma limpeza geral lá em casa. Ou então dar uma de pessoa culta e alternativa e estar às 16h no Forum lisboa para ver filmes do Indie.
Mas não!
Vou agarrar em mim, no meu bikini velho e desactualizado, e rebolar o meu rabo alvo e gorduroso nas areias da Costa da Caparica - ou melhor, no que sobrou delas depois deste Inverno!
Ai vou, vou!

sexta-feira, abril 20, 2007

Porquê?

Muitas das coisas que escrevo aqui são mentira, mas muitas outras são verdade. O pulpfashion não é o meu diário. Poderia ser, mas não é. No início, quando blog começou, havia post que me traziam algumas dores de cabeça. De repente tinha telefonemas de amigos a perguntar se estava tudo bem com o meu namorado, com a minha mãe, com as minhas gatas, com o meu emprego, com a minha vida, porque tinha escrito alguma coisa depressiva.
Conto estórias minhas e das pessoas que me rodeiam. É certo que não assino com o meu nome verdadeiro, e tento não revelar os nomes das pessoas de quem falo, mas é impossível esconder, a quem me conhece, de quem estou a falar. E isso é constrangedor para quem se revê nos textos.
Não quero, de forma nenhuma, expor ninguém que não eu mesma, e por isso comecei a sentir-me constrangida quando escrevia. Tinha que pensar mil vezes antes de publicar o post, e muitos deles, nunca passarão de drafts.
Assim, decidi que não fazia sentido continuar. Custou-me, porque gosto do pulpfashion, é como viver pedaços de vida em paralelo. Gosto da fantasia. Gosto do feedback dos comentários. Gosto de acompanhar os blogs das pessoas que comentam aqui.
Entretanto passaram dois meses e a minha certeza começou a vacilar. Continuei a espreitar os blogs do costume e dei por mim a ser muito mais activa nos comentários dos blogs dos outros, ao ponto de praticamente escrever posts nas caixas de comentários alheias.
Até que decidi recomeçar. Aqui, no meu cantinho cheio de pinta! Ainda não sei como vou gerir o que devo ou não escrever, mas vou arranjar uma forma!
Sejam, mais uma vez, benvindos ao estaminé da Mia!
A Caixa de Comentários é toda vossa!
Cu-cu!!

Não aguento mais! Tenho saudades da barraca!
Voltei, gente! :)