terça-feira, julho 17, 2007

Expectativas
As pessoas nem sempre estão disponíveis. E é uma realidade nem sempre fácil de aceitar. Não podemos estar sempre à espera que os outros reajam como esperamos, e principalmente como achamos que merecemos, porque esta é uma das principais premissas para a redonda desilusão.
Há que manter presente que ninguém adivinha o que nos vai na cabeça e mesmo quando adivinham, nem sempre lidam com isso da forma que esperamos. Quantas vezes damos por nós a ouvir sermões intermináveis, ou frases implacáveis, ou a ser arrastados para ambientes de festa, quando na verdade um abraço forte e silencioso era tudo o que precisávamos?
Ser autosuficiente é muito difícil para a maioria das pessoas. A necessidade compulsiva de reconhecimento e aceitação por parte do outro faz com que coisas pequeninas como dizer "não" custem horrores.
É uma batalha difícil. Mas há que manter presente que não estamos a lutar contra os outros. Estamos a lutar por nós.

segunda-feira, julho 16, 2007

Adoro quando a tótó não sou eu!
Entre curvas e contra-curvas apertadas, em plena escuridão da serra, faz uma travagem quase impossível e grita em histerismo:
T: Olha!Olha ali!! Olha, olha!!! Um animal, olha!!! É um animal!!
Mia: Onde? Onde??
T: Ali, ali!!! Olha, ali!!! Não vês os olhos?? Estão ali os olhos!! É um animal!
Mia: ...
T: Não estás a ver? Ali no meio das ervas!!
Mia: Ah... aquele gatinho amarelo bebé?
T: Ahh... pois é...

domingo, julho 08, 2007

Criançada,

Parto amanhã cedinho rumo ao Sul para uma semana de mar, sol e marisco - vá, cuspam de raiva no meu bom nome, seus invejosos!
Como consolo, resta-me deixar-vos um beijo e um ar da minha graça em jeito de ditado popular (mas daqueles que não rimam) : " O trabalho dá saúde". Vale a pena pensar nisto!

segunda-feira, julho 02, 2007

Miss Magoo

É triste quando a pessoa até tem uns olhos giraços, mas miopes. É, no mínino, aborrecido.
E eu, pessoa com olhos giraços, até tinha uns óculos a condizer, mas há uns meses esborrachei-os até à morte de encontro ao meu traseiro.
E eu não sou propriamente miopezinha, não! Não sou aquelas pessoas que têm 0,75 dioptrias que passam a vida a queixar-se de dores de cabeça. Eu levo as coisas a sério e não vejo um boi sem óculos.
Quer dizer, até vejo o boi, mas só depois de levar uma valente cornada na nalga é que tiro as teimas e percebo que o que vinha a correr na minha direcção não era um cão grande nem uma pessoa com elefantismo.
Há dois dias que os meus olhos não me deixam usar lentes de contacto. Ardem-me até à inconsciência e fazem-me chorar que nem uma Madalena arrependida. Ora, sem lentes e sem óculos... hmmm, estou a modos que pitosga.
Ontem tive que apanhar sozinha o comboio para Aveiro e o que foi a minha figura, de cara franzida e boca ligeiramente aberta, a tactear os bancos sem perceber onde era o meu lugar na carruagem. É triste, existe e não é fado!
Estendi o bilhete a toda a gente que parou mais de dois segundos à frente do meu banco, porque não sabia qual delas era o Pica e passei duas horas e meia aflitinha para fazer xixi, com medo de não saber voltar para o meu lugar.
Quando saí na estação, houve um carro que buzinou e eu achei que devia ser o meu pai. Foi preciso esbardalhar o meu nariz no vidro da viatura para perceber que de meu pai, o condutor não tinha nada, até porque a pessoa ou era uma rapariga, ou um rapaz com cara de anjo e cabelo comprido.
Claro que o meu pai bem podia buzinar que eu, pelo sim, pelo não, não ía sair da porta da estação até me virem buscar pelo bracinho, com cão-guia e bengala de preferência. Pois foi o que ele fez - sem o cão e sem a bangala.
Agora encontro-me no aconchego e segurança do lar, sem conseguir ver televisão, ler, ou andar de carro, restando-me escrever este post completamente desinteressante e de certeza cheio de erros, com o nariz colado ao ecrã!
Peço-vos paciência comigo, sim?