segunda-feira, maio 22, 2006

O que me faz sorrir

"Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas a borboleta

E a flor é apenas flor."


Alberto Caeiro

9 comentários:

a lice disse...

Curiosamente, adoro borboletas!:))

Rosa disse...

Não podia estar mais em desacordo: é a soma de todas as propriedades das coisas (e das pessoas) que cria a sua identidade. Nada é o que é apenas porque sim.

SUSHISTICK disse...

Ò Rosa! MAs isso é tb 1 evidência ontológica! As pessoas são pela sedimentação que aparentam! porque é esse atafulhanço que diz o tudo de nós. Sim!

E eu prefiro a alma que anima os heterónimos..... ;P

Rosebud disse...

Bom, embora concorde com a Rosa, atrai-me a promessa de simplicidade que as palavras do Caeiro encerram :)

**

Mia disse...

Bebés,

Gosto do poema, do Pessoa e de todos os que nele habitam, é só isso! :)
Poderia ter escolhido outro, mas calhou este an rifa!
Beijinhos!

Rosebud disse...

looooool é assim mesmo!

SUSHISTICK disse...

bebés? então e eu? Bahh......antes borboleta que emplastro traveca... ;P

Mia disse...

Sushistick,

O "Bebés" também era para ti, ó bebé! :p

SUSHISTICK disse...

Ah bom! Baby Sushi sounds so much better...!