segunda-feira, dezembro 12, 2005

Viva a minha Avó! Viva!

A minha Avó Maria fez 88 aninhos este sábado. Lá se juntou a famelga toda na Santa Terrinha para um almoço típico. Bem, quase típico, porque não havia leitão da bairrada (felizmente, porque vou levar com ele no Natal..não há paciência).
A minha avó fez questão de "cantar os parabéns" também no Centro de Dia, que tal como o nome indica, é onde ela passa os dias.
Percebi que esta era meramente uma questão de status social, como se costuma dizer "para velhote ver", para mostrar aos "jovens da sua época" que ela tem uma família que se preocupa com ela e que se reúne em força para festejar o seu aniversário.
Eram cerca de 25 velhotes, cada qual com a sua maleita, que muitas vezes é apenas a idade avançada, mas ávidos de alegria e de bolinho, porque como diz a Avó Maria "o que é doce nunca amargou", por isso depois dos parabéns resolvi dar uma de Manuel-Luís-Goucha-nos-programas-da-manhã enquanto distribuía bolo e espumante aos presentes. Digo-vos, não foi uma tarefa fácil!
Primeiro insisti que todos provassem o bolo: "Vá, não tenha vergonha, é só uma fatia de bolo! Pegue lá! Então não quer bolinho?" até que uma senhora que lá trabalha me disse que eles eram diabéticos. Fiz o meu sorriso 39 e levei de volta o bolinho.
Depois queria à viva força que todos os velhotes bebessem um bocadinho de espumante e após a distribuição dos copos, lá veio a senhora novamente dizer-me que não era boa ideia dar bebidas alcoolicas a quem toma medicamentos - azar, eles já estavam de copo na boca!
Tropecei na cadeira de rodas de uma senhora, entornei espumante no casaco de outra, fiz o comentário parvo "isso é que é andar de bicicleta, hein?" para uma senhora que tinha de apoio umas andas com rodas, e finalmente num momento de maior entusiasmo em que estavam todos a fazer um "viva" à minha Avó, gritei "viva eu!" sem qualquer "viva!" de resposta.
Apesar destes contratempos, foi muito giro e antes de me ir embora dei umas beijocas nos velhotes todos, o que ainda me valeu um grandessíssimo apalpão no rabo, gentilmente encetado pelo velhote de boina verde!

9 comentários:

Rosa disse...

Boa!!! Parabéns à avó.
E ao velhote da boina verde ;)

Rosebud disse...

Viva o belo do apalpão!

apipocamaisdoce disse...

Loolo! Para a história ser perfeita só faltava mesmo o vizinho indiano! Isso sim, teria sido a cereja no topo do bolo (de anos)!

Mia disse...

Rosa,
A avó agradece e o velhote da boina verde gostava de te conhecer :p

Rodebud,
Vivaaaaaaaaa!

Pipoca,
Se a minha avó soubesse da saga dos indianos era a primeira a agarrar numa vassoura e desatar às pauladas nas pessoas que fazem mal à neta!

As Musas disse...

LOLOLOLOLOLOLOL fartei-me de rir com a tua história... essa do apalpão lololololo aos velhotes desculpa-se tudo, por isso eles são tão malandrecos!
Uma beijinho à tua Vóvó querida.
Gostei do teu blog e bigada pela passagem no meu.

maria flor disse...

Ah,Ah,Ah...
É quase uma história para os apanhados.

izzolda disse...

Haja animação! :)
PS - A cor da boina do velhote já indiciava que ele era fresco, LOL!

Calvin disse...

Viva a juventude que anima os velhote... mesmo correndo mal, o que conta é a intenção... acho que mesmo os que tenham Alzeimher, nos momentos de lucidez vão lembrar essa bondade e sorrir... principalmente o velhote de boina verde. Se calhar o coitado não via era bem... e quis saber quem lhe dava o beijinho.

Anónimo disse...

ahahah...esta miuda tem uma imaginação...