sexta-feira, setembro 22, 2006

Como Utilizar a Fita Métrica
A velhinha questão de me mudar para a casa de Alcântara em Julho - promessas de empreiteiro.... - voltou de novo à ribalta, mas desta vez com uma nova data: 5 de Outubro!
Data bem mais específica, uma vez que de um mês inteiro, passei para um dia já marcado a vermelho no meu calendário do escritório.
A boa notícia é que não vou sozinha com as minhas gatas, uma vez que me vou fazer acompanhar do meu querido namorado que, coitado, sem saber como, acabou de cair na esparrela de viver a full time com três Princesas que tanto têm de encantador como de insuportável! Vidas!
Bom.
Estou portanto à espera do dito dia 5 de Outubro para mostrar ao mundo da construção civil a minha já antecipada e famosa neura-das-obras-atrasadas!
Neura essa que começou a dar de si na semana passada, quando munidos da fita métrica metalizada de estimação da minha Madrinha - que fez questão de referir que anda sempre com ela na mala, "não vá ser preciso medir qualquer coisinha" (!?) - nos lançámos na tarefa árdua de medir móveis e paredes, fazendo contas à vida e ao espaço.
Pois que a puta da fita métrica resolveu enfiar-se entre o roupeiro e a calha da parede, recusando-se a sair. Ora o roupeiro, se fosse um móvel normal, chegava-se um bocadinho para o lado, dando espaço para a fita sair sem qualquer dano.
Mas não!
Isto porque a minha querida mãezinha, aliando a sua ciência em decoração, bricolage e afins à sua experiência madura de vida-em-casas-pequenas-e-com-pouca-arrumação, vai de comprar para a sua filha querida - leia-se eu! - um daqueles horrendos conjuntos de móveis cama-armário-secretária-roupeiro todos pregados uns aos outros - que eu já me encarreguei de fazer desaparecer.
Logo, mover o armário implicava mover toda uma estrutura que de tão pesada, dá vontade de desatar aos pontapés como se não houvesse amanhã. E foi o que aconteceu!
No entanto, nem os pontapés, nem as blasfémias demoveram a fita métrica da minha Madrinha, que, amorosa, ía ficando cada vez mais torta.
Resignados às evidências, não podendo simplesmente deixar a estúpida da fita métrica de estimação enfiada na parede, lá começámos a desaparafusar parte do móvel gigante, retirámos o dito roupeiro e lá estava ela, a dita cuja da fita métrica, toda arrepanhada, tortinha que só ela, a sorrir para nós.
Digamos que isto assim contado tem muito mais graça do que o que aconteceu na realidade. Para primeiro impacto a dois numa primeira casa também a dois, não foi propriamente como nos anúncios do BES - embora não tenha pais ricos nem ganho a lotaria.
Próximo passo: como colocar uma cama gigante num quarto minúsculo sem revelar instintos homicidas?

quarta-feira, setembro 06, 2006

De partida...

... para a Invicta, para a última Feira do ano. Já conheço todos os cantos da Exponor, as senhoras da limpeza, o Senhor Carlos que vende as melhores esfregonas da europa, o rapaz do café e a namorada, o segurança do pavilhão 5. Sei onde se come a melhor sandes de queijo da serra com presunto, os WCs mais limpos ao final da tarde, enfim, o necessário para me sentir em casa.
O hotel também é sempre o mesmo, ao ponto da Raquel da recepção me avisar se há arroz de marisco para o jantar. Só me chateia a televisão não ter o canal Sic Mulher. Lá se vão os meus serões de Sexo e a Cidade na quinta-feira e no domingo.
De resto, gosto destas fugas do escritório. Principalmente quando vou sozinha. Tomo os meus banhos de imersão com música na casa de banho, adormeço deitada na cama com a televisão programada para se desligar, deixo o quarto de pantanas e quando chego, voilá!, arrumadinho e amoroso que só ele!
E o pequeno almoço?! Aiiii, só de pensar na mesa recheada logo pela manhã... hmmm... e agora com o calor que está até sou gaja para me levantar mais cedo - e é raro minha gente, é raro! - e dar uma mergulhaça na piscina antes do croissant!
Bom, estou de partida, dizia eu, e só volto na próxima semana! Um beijo para quem fica!